25 agosto 2016 - 16:41
Número de mortos do sismo em Itália é agora de 241

O Serviço de Protecção Civil italiano reviu o número de mortos de 247 para 241, em resultado do sismo na madrugada de quarta-feira na Itália central. Este é o último balanço, mas pode voltar a aumentar, enquanto as equipas de resgate continuam a trabalhar com toda a rapidez possível para encontrar sobreviventes debaixo dos escombros das cidades que foram mais abaladas pelo terramoto de 6 na escala de Richter.

Este sismo foi forte o suficiente para ter sido sentido em Roma, a 170 quilómetros de distância; em Bolonha, para norte; assim como em Nápoles, mais a sul. Para muitos dos habitantes das terras mais afectadas pelo sismo, a noite foi passada em carros ou tendas, pois a terra continuou a tremer. Já foram sentidos cerca de 500 réplicas desde o sismo da madrugada de quarta-feira.
 
Além do número de mortos, o primeiro-ministro, Matteo Renzi, avançou que pelo menos 368 pessoas ficaram feridas e foram levadas para os hospitais.
 
Muitas pessoas continuam desaparecidas. A Reuters dá o exemplo de um pequeno hotel que desabou em Amatrice – metade da cidade desapareceu, segundo o seu presidente da câmara –, onde estariam alojados 32 pessoas e ainda devem estar entre 15 e 20 soterradas.
 
Muitos dos mortos nas quatro cidades mais atingidas – Amatrice, Pescara del Tronto, Arquata del Tronto e Accumoli – eram turistas. Nestas localidades, a população aumenta umas dez vezes durante os meses de Verão. Isto torna mais difícil a identificação das vítimas. Há pelo menos um espanhol e quatro romenos entre os mortos.
 
Com o passar das horas, há histórias de pequenos milagres, como o da menina de dez anos que foi encontrada com vida na aldeia de Pescara del Tronto, 17 horas depois do sismo. Outra criança foi encontrada viva esta tarde em Pescara  Ancona por cães treinados para descobrir sobreviventes. 
 
Contudo, nem todas as histórias são felizes – na aldeia de Accumoli, uma família de quatro pessoas, incluindo duas crianças, de oito meses e nove anos, não tiveram a mesma sorte. Enquanto as equipas de resgate retiravam um dos corpos, a avó das crianças culpava Deus pelo tremor de terra. "Ele levou-os de uma só vez", lamentava-se.
 
O primeiro-ministro informou que o gabinete de emergência reunir-se-á nesta quinta-feira para decidir que medidas tomar para ajudar as comunidades mais afectadas. "Hoje é um dia de lágrimas, amanhã podemos falar de reconstrução", disse.
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